Monumento Revolta Ribeirão Manuel

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

MC inaugura Banco da Cultura

O Ministério da Cultura inaugura nesta segunda-feira, 27, o balcão do Banco da Cultura, Fundo autónomo de apoio à Cultura, no Palácio da Cultura Ildo Lobo, cidade da Praia. A cerimónia de inauguração conta com a presença do ministro da Cultura, Corpo Diplomático, Director executivo do Banco da Cultura e a comunidade artística.

O Banco da Cultura é uma nova designação do Fundo Autónomo de Apoio à Cultura que visa não só facilitar o acesso ao financiamento de forma mais democrático e transparente por parte dos artistas, mas também criar espírito empreendedor no trabalhador criativo. 
 
Fonte: A Semana

Tabanca: Tradição corre o risco de extinguir

 
O presidente da Associação Nacional da Tabanca (ANT), Luís Leite, defendeu que a tradição da tabanca está em risco de extinção por falta de apoios da sociedade, do Governo e das autarquias locais.
Em entrevista à Inforpress, Luís Leite garantiu que a sua grande preocupação é que um dia a tabanca deixe de existir. "Estamos a correr um risco permanente de extinção e o mínimo de descuido pode fazer com que a tradição de brincar a tabanca acaba por morrer", assegurou.

Apesar de todos os trabalhos que a Associação tem vindo a desenvolver, no sentido de resgatar essa tradição, "de pouco valem se os outros não apoiarem essa iniciativa de levar a tabanca para um patamar elevado", desabafou o presidente da organização, que tem por mandato preservar e promover a tabanca em Cabo Verde.
"Temos vindo a fazer esforços para resgatar a tabanca, mas tem sido difícil porque não temos conseguido apoios", admitiu o presidente da ANT, precisando que "todos os grupos da tabanca carecem de instrumentos novos para actuarem, designadamente tambores, búzios e cornetas".
As cornetas, explicou, estão difíceis de conseguir em Cabo Verde, razão porque a Associação está a investigar onde é que elas poderão ser encontradas, para, depois, pedir apoios para a sua aquisição.
Para além dos instrumentos, Luís Leite citou outras necessidades, nomeadamente os vestuários e a construção de uma casa da tabanca para preservar os equipamentos e a história dessa tradição.
"Os grupos não têm todos os vestuários adequados para desfilarem. Em relação à casa da tabanca, é uma necessidade, uma vez que têm guardado os instrumentos nas capelas, mas isso não está a ajudar na preservação dos equipamentos", afirmou.
O grande desafio da Associação, segundo Luís Leite, é conseguir parcerias junto do Ministério da Cultura, das câmaras municipais e da sociedade civil.
"Sozinho não é possível salvar a tabanca. Precisamos reunir esforços para levar a tabanca para onde queremos que ela esteja. A luta tem de ser de todos os cabo-verdianos, porque a tabanca é uma das tradições mais antigas do nosso país", salientou.
O objectivo maior da Associação, como disse, é resgatar todos os grupos de tabanca que agora estão inactivos. "O meu objectivo é salvar a tabanca para que ela não morra, mas, para isso, temos de não só ajudar os grupos inactivos para passarem para activos, mas também ajudar e defender os que estão activos para que nunca acabem", frisou.
As festividades da tabanca começam a 3 de Maio, dia de Santa Cruz, e vão sendo realizadas em dias santos de Maio a Julho. Este ano, "nem tudo está a correr como antigamente", fez saber Luís Leite.
"Normalmente nesta época, todas as tabancas vêm à cidade de Assomada para brincar essa tradição mas, este ano, ainda não vimos nenhum grupo a desfilar, devido à falta de apoios", confirmou o presidente da Associação Nacional, para quem "não se justifica mais que os grupos saiam das suas comunidades para virem ao centro se as pessoas não contribuem".
O presidente da Associação deixa, por isso, uma mensagem a todos: "é preciso que a sociedade dê mais valor à tabanca e que todos nos envolvamos, dando a nossa contribuição para que a tabanca se afirme como património nacional para poder ter outras aspirações no plano mundial".
As festas da tabanca realizam-se em homenagem aos santos padroeiros, que corresponde à devoção dos santos dos católicos: Santa Cruz (03 de Maio), Santo António (13 de Junho), São João (24 de Junho) e São Pedro (29 de Junho).
Para o lado considerado profano, estabelece o ritual simbólico do roubo do santo, bem como a festa com a participação do povo que culmina com dança, bebida e comida. A dança, geralmente, é o batuque, a bebida, o grogue, e a comida é a cachupa.
As cores garridas o ritmo quente, as canções alegres, a firmeza do batuque, o rufar dos tambores, marcando compasso ao som dos búzios são imagens que destacam o cortejo da tabanca das demais manifestações de rua.
No entanto, o cortejo constitui uma das facetas de uma manifestação mais complexa, que ainda associa actividades de cultos, socorro mútuo a alegrias e tristezas, entre outras actividades que, no conjunto, formam a tabanca, que é brincda nas ilhas de Santiago e Maio, mas principalmente na primeira.

26-6-2011, 03:15:45
Fonte: Inforpress/ExpressodasIlhas

domingo, 26 de junho de 2011

Mais uma morte patrimonial; vergonha pós-coloniais em Cabo Verde

introito
O povo escolhe pessoas (ego) e pessoas (alter) para governar. Acredito que o alter sobrepões-se a qualquer tentativa de valorização e de choramingas nostálgicas de grupos saudosos e orgulhosos do seu património. É o preço do colonialismo, a desvalorização daquilo que é construído historicamente  por uma colectividade. O complexo pós-colonial e a ganância neoliberal têm sufocado a memória colectiva em Cabo Verde, com barbaridades e mais barbaridades. Políticos cheios de complexos, que vivem eternamente com a mania, que um dia, serão actores da histórias.
O tempo é o melhor mestre que há; não há neves e nevões que escapam a tamanha vergonha pós-colonial! Enfim, orem, para a nossa felicidade, sem a memória. 


Eden Park delapidado: O triste fim de um passado glorioso

“Eden”, do realizador português Daniel Blaufuks, estreia na próxima quinta-feira, no Mindelo. O documentário faz uma viagem nostálgica ao período em que se produziam filmes em São Vicente, tendo como fio condutor o lendário Eden Park, e chega à ilha quando, já cadáver, aquela sala de cinema é esventrada em plena luz do dia. Indiferentes ao valor histórico e patrimonial daquela sala onde grandes talentos artísticos despontaram, populares levam o que conseguem arrancar ou carregar, diante da passividade das autoridades policiais.

Há quem não acredite, mas em tempos – anos 40 e início dos 50 do século XX – São Vicente foi cenário de quatro longas-metragens, realizadas e produzidas pelo Cineclube Amadores, interpretadas e com actores cabo-verdianos. Entre eles estava o “galã” António Silva, conhecido pelos mindelenses como Antone Puntchinha, protagonista do drama romântico “O Segredo de um coração culpado”. A projecção acontecia no saudoso Éden-Park e as sessões, contam fontes da época, concorriam com as dos filmes produzidos nos Estados Unidos da América, Europa, Brasil e Índia. Películas que ditavam moda no Mindelo, geravam fãs e despertaram a mentalidade dos mindelenses para o mundo que existia além-mar.
Mas nem só de cinema vivia o Éden-Park. A sala transformava-se vezes sem conta em palco de espectáculos musicais e teatrais. Foi ali que o conjunto Voz de Cabo Verde actuou pela primeira vez, após ser recebido em apoteose pelos mindelenses. Também para Celina Pereira e outros grandes nomes da música cabo-verdiana esse foi o palco para se revelarem ao país, nos anos 60. Na década de 80 e 90, o Eden Park acolheu todos os espectáculos do grupo Juventude em Marcha, que conseguia preencher a lotação da sala por dias a fio, e também de várias edições do concurso musical Todo Mundo Canta. E quando também cá vinham estrelas da música internacional – Carlos do Carmo, Madredeus, entre outros – era no Eden Park que actuavam.
Tudo isso é passado, contudo. Quando os filmes deixaram de conquistar público e a projecção para uns poucos cinéfilos já não dava para cobrir as despesas de importação, o Eden Park foi vendido a um empresário que nunca deu a cara nem jamais mostrou o que projectava para o empreendimento. Tampouco se preocupou em preservar a sua propriedade. O Eden é por isso agora uma pálida e triste imagem do que foi. E quem passa pela Praça Nova não deixa de se sentir chocado pelo triste espectáculo que proporciona aos olhos impotentes dos mindelenses. As janelas deixaram de existir, pilhadas de há muito. O lixo amontoa-se no seu pátio. A porta de metal está enferrujada. As paredes exteriores, já sem cor, apresentam sinais de deterioração.
Não bastasse isso, agora é ao Eden P(a)rk – onde o letreiro todo enferrujado também perdeu a letra “A” – que uma certa camada resolveu ir abastecer-se de borla. É o antigo cinema que lhes dá tudo para desenrascar a vida: armários, mesas, lâmpadas, numa delapidação. “Um domingo à tarde, caminhando pelas ruas de Mindelo, aproximei-me da Praça Nova, e meus olhos bateram de frente com um marceneiro que depenava o acervo do Eden-Park, retirando de lá uma ponte de rodagem de filmes. Os seguranças dos bancos e dos hotéis das redondezas conversavam tranquilamente na mesma calçada indiferentes ao que se estava a passar. Ninguém se mexeu, ninguém fez nada”, relata incrédula uma fonte do A Semana. Questionado sobre os motivos porque estava a praticar acto tão condenável, conta a mesma fonte, o homem respondeu que “precisava da tábua para trabalhar e conseguir o alimento para os seus”.
Nem mesmo a consciência de que o seu acto era crime incomodava o tal marceneiro, conclui a nossa fonte: “Na opinião dele, aquele material não mais seria necessário, já que o Eden Park havida sido vendido a alguém desconhecido. E se as autoridades não impediram a venda desse património de São Vicente, como poderiam agora intervir na retirada de tais materiais?!”
A resposta que a nossa fonte obteve das autoridades policiais pouco tempo depois viria a confirmar que, afinal, o marceneiro sabia do que falava. “A minha decepção foi maior quando interpelei a guarda municipal e mandaram-me ao comando da Polícia Nacional, para fazer a denúncia e identificar o transgressor. Mas avisaram de antemão que só seria feita alguma diligência caso o valor monetário dos bens saqueados excedesse os 300 mil escudos”, relata estupefacta a nossa fonte. Este não é um episódio isolado, confirmou A Semana. Outros equipamentos têm sido roubados por populares na barba-cara de todos e sob o olhar impávido e sereno das autoridades. A pergunta que fica no ar é: quanto custa a memória de uma nação? Qual é o preço da história cultural de Cabo Verde? Quando tomarão as autoridades uma atitude séria sobre o Eden Park?
Teresa Sofia Fortes
Fonte: A Semana

terça-feira, 21 de junho de 2011

British Museum eleito “Museu do Ano” pelo Art Fund


O British Museum foi eleito o “Museu do Ano” pelo Art Fund, distinção atribuída pelo projecto “Uma história do mundo”, uma série de programas radiofónicos, produzidos em colaboração com a BBC Radio 4, e que explicam a história da humanidade através de 100 objectos da sua colecção.
Para mais informações:
http://www.artfund.org/
Fonte: Pportodosmuseus

Encontro Iberoamericano sobre Políticas, Gestão e Indústrias Culturais. Encontro e diálogos entre culturas


Encuentro Iberoamericano en Políticas, Gestión e  Industrias Culturales. “Encuentro  y dialogos entre  culturas”.
6, 7, 8 octubre 2011 – Tandil – Argentina.
Para mais informações:
Fonte: Pportodosmuseus

domingo, 19 de junho de 2011

“Cidade Velha Património Mundial” vai a exame na Unesco

 O relatório sobre o estado de conservação da Cidade Velha vai ser apresentado por um representante do Ministério da Cultura e do IIPC ao Centro Património Mundial – Unesco, em Paris, a partir deste domingo, 19, e até o dia 29 deste mês. Da “aprovação” do trabalho feito até agora depende a continuidade da classificação deste sítio histórico, marco importante para Cabo Verde e para o seu sector turístico.

Inscrita há dois anos como Património Cultural da Humanidade, a Cidade Velha vai pela primeira vez a “exame” junto da Unesco. Esta entidade internacional vai verificar até que ponto as questões menos boas, assinaladas no início do processo, sofreram melhorias. O ajustamento do plano de gestão às principais necessidades no terreno é outro item que tem de passar no exame.
“Mas estamos bastante optimistas”, continua. “Basta ver um pouco de outras experiências com que tivemos contacto. Há sítios com mais de 20 anos inscritos na lista de Património Mundial que não têm sequer um Plano de Gestão, ou que não conseguem materializar as questões do plano. Além disso, basta vermos os índices de satisfação da população local e das autoridades”.
A defesa do projecto será feita num espaço de três minutos, perante uma audiência composta por especialistas internacionais.
Uma das principais debilidades apontadas a este projecto tem sido as intervenções urbanísticas e arquitectónicas que, ao longo dos anos, têm vindo a desvirtuar a matriz histórica da Cidade Velha. Mas esse problema poderá estar finalmente perto da solução. O Plano Director Municipal e os demais planos urbanísticos estão concluídos e em fase de aprovação, tal como as Normas de Construção previstas para este sítio histórico.
As próprias divergências que até aqui tinham, de alguma forma, oposto as suas entidades envolvidas na gestão desse Património Mundial – o Ministério da Cultura e a Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago – agora parecem estar ultrapassadas.
Manuel António de Pina, edil da Ribeira Grande de Santiago, afirma que “actualmente, a relação entre as duas instituições é óptima. O novo ministro da Cultura é uma outra pessoa, que tem feito tudo para potenciar esta política de desenvolvimento”, assina o autarca que aproveita ainda para minimizar as diferenças assinaladas no passado pelas duas partes.
Mas o que poderá significar uma possível “reprovação” pela Unesco? Jair Fernandes, Director da Salvaguarda do Património, diz que isso colocaria a Cidade Velha na lista de Património Mundial em Perigo, “que é o primeiro passo antes de sair da lista de Património Mundial. Normalmente, isso acontece quando os sítios se encontram, sobretudo, em regiões de conflito, o que não é o nosso caso”, diz confiante.
As exigências da Unesco
No que diz respeito aos parâmetros de análise pedidos pela Unesco, eles estão divididos por quatro áreas complementares: a conservação dos valores arquitectónicos; o reforço da sua gestão e valorização; a melhoria das condições de vida dos moradores da Cidade Velha e a valorização do seu Património Imaterial.
O processo de implementação destas medidas, liderado pelo Ministério da Cultura e pelo Instituto de Investigação do Património Cultural, decorre desde 2008 a esta parte e tem, na opinião dos seus responsáveis, priorizado desde o início as questões relacionadas com a melhoria das condições de vida da população.
Dentro deste campo, Jair Fernandes, director da Salvaguarda do Património do Instituto de Investigação do Património Histórico, realça as obras de reabilitação e melhoria de habitabilidade num grande número de casas, mas também os grandes avanços conseguidos a nível do saneamento, cobertura de água canalizada, recolha e tratamento dos lixos sólidos e a construção da Escola Secundária da Ribeira Grande de Santiago.
Apesar de algumas críticas face ao que foi feito até agora – e principalmente, face ao que não foi feito – este responsável do IIPC relembra que “o Plano de Gestão que comporta a Cidade Velha é extremamente ambicioso, de médio prazo – quatro anos – e teve o seu início ainda antes de sermos Património Mundial”.
E continua: “o nosso balanço aponta 70% a 80% do plano cumprido, e ainda temos até ao final de 2012 para fazer mais coisas. É verdade que existiram alguns obstáculos e que algumas das acções projectadas não foram implementadas, mas isso ficou a dever-se a questões financeiras ou de interesses vários”.
Sensibilizar a população local, formar os profissionais que estão a implementar o Plano de Gestão, reabilitar e conservar alguns monumentos são outras intervenções referidas.
A par da defesa dos bens já inscritos, serão apresentados 42 novos sítios de valor cultural ou natural à Unesco, sete dos quais respeitantes a países africanos.

Fonte: A Semana 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Literatura infantil em versão bilingue

Alô, Alô criançada, vai entrar em cena na Praça da Cruz do Papa “História de Cabo Verde: tartaruga Luana e passarinha Luna na formação de Cabo Verde”. A obra é bilingue – português e crioulo – e é o primeiro de vários trabalhos que a autora dedica a cada uma das ilhas do arquipélago. O livro infantil, sempre saudado neste Cabo Verde ainda muito árido em criações do género é da Ivete Santos, arquitecta de profissão que escreve contos didácticos para crianças nas horas vagas. A história da tartaruga Luana e da passarinha Luna espera por ti no fim-da-tarde desta sexta-feira, na Praça da Cruz do Papa.

Fonte: A semana

Exposicão "Navizim d´Sanjon" no Mindelo

 Navizim d´Sanjon é a exposição/concurso que pode visitar, a partir deste sábado, no Centro Cultural do Mindelo. Ao som de tambores e com a banda Nova Ideia a garantir música para todos os gostos, a exposição adivinha-se bem animada e no espírito de Colá Sanjon. A Associação Terra Tambor assina a iniciativa.

Fonte: A Semana

segunda-feira, 13 de junho de 2011

“Guia sobre políticas no domínio das Indústrias Culturais e Criativas” – uma edição da UNESCO


Consulte:
http://www.unesco.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/HQ/CLT/pdf/Conv2005_Guía.pdf

Fonte: Pportodosmuseus

«Guia de Apoios à Cultura e Criatividade» – apoios e mecanismos financeiros existentes para projectos na área da cultura e da criatividade

Já se encontra disponível no site do GPEARI o «Guia de Apoios à Cultura e Criatividade» onde, pela primeira vez, foram reunidos os apoios e mecanismos financeiros existentes para projectos na área da cultura e da criatividade.
Consciente de que a falta de conhecimento dos instrumentos à disposição do sector constitui um sério obstáculo ao desenvolvimento de actividades, o GPEARI do Ministério da Cultura sistematizou toda a informação disponível mas até aqui dispersa, incluindo apo ios internacionais.
O Guia está permanentemente disponível para consulta no site do GPEARI onde será regularmente actualizado e incluirá, tanto quanto possível, informação respeitante ao funcionamento dos programas de apoio, bem como identificação das entidades gestoras dos programas, que poderão ser contactadas pelos interessados.
Esperamos, com esta iniciativa, colmatar uma necessidade muitas vezes apontada e ajudar a potenciar os projectos culturais e criativos, ao facilitar e promover o acesso aos apoios e financiamentos ao dispor do sector.

Fonte: Pportodosmuseus

quinta-feira, 9 de junho de 2011

'Voudu' na Fondation Cartier - imagens da exposição

Até 25 de Setembro, uma oportunidade para ver a excepcional colecção de objectos de voudu da coleção Anne e Jacques kerchache, com cenografia de Enzo Mari, mestre do design italiano, na Fondation Cartier.

/
Fonte: http://www.buala.org

quarta-feira, 8 de junho de 2011

VI Encontro de Museus de Países e Comunidades de Língua Portuguesa

terça-feira, 7 de junho de 2011

Exposição “Arte em Segredo”

Vai ser inaugurada esta quarta-feira, dia 8 de Junho, pelas 18h00, na Galeria dos Leões (Reitoria da Universidade do Porto, Praça Gomes Teixeira) mais uma edição da exposição “Arte em Segredo”, organizada pela Faculdade de Belas Artes da U.Porto (FBAUP)
Mais do que que uma exposição de arte, “Arte em Segredo” é uma “festa” que vai reunir mais de uma centena de obras criadas especialmente para o efeito por figuras de renome da arte nacional e internacional. A originalidade do evento é que, tal como indica o seu título, os nomes dos autores de cada obra estarão escondidos do público e em segredo ficarão até à altura da aquisição – por um preço simbólico de 60 euros – de cada uma das peças.
Álvaro Siza, António Quadros Ferreira, Dario Alves, Francisco Laranjo, Joana Rêgo, Pedro Tudela, Rui Anahory e Zulmiro de Carvalho são então alguns dos artistas que contribuem para uma iniciativa que celebra ao mesmo tempo a qualidade do ensino artístico na cidade do Porto. Todo o lucro obtido a partir da venda das obras revertará para a FBAUP
Na cerimónia de inauguração desta singular exposição estarão presentes o Reitor da Universidade do Porto, José Marques dos Santos, o director da FBAUP e comissário da mostra, Francisco Laranjo, e vários dos autores das peças que integram a “Arte em Segredo”. Após a inauguração, a exposição pode ser visitada até dia 22 de Junho, de segunda a sexta-feira, das 10 às 19 horas.
A entrada é livre.
fonte: http://www.pportodosmuseus.pt/

Conheça as exposições mais visitadas do mundo

A publicação britânica “Art Newspaper” divulgou a dos museus mais visitados do mundo ao longo do último ano (2010). De acordo com os dados divulgados (Abril 2011), os cinco museus mais visitados são:
- Museu do Louvre, Paris (8.500.00)
- British Museum, Londres (6.842.138)
- Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque (5.216.988);
- Tate Modern, Londres (5.061.172);
- National Gallery, Londres (4.954.914)
fonte: http://www.pportodosmuseus.pt/

X Feira Cultural Preta

Vem aí a X Feira Cultural Preta, nos dias 26 e 27 de Novembro, que celebrará uma década bem-sucedida  dessa festa, que atrai visitantes de diversas regiões do país e integra o calendário oficial de eventos  da cidade de São Paulo.
Mais informações aqui.
2011: Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, instituído pela Assembléia Geral da ONU, que estabelece como um dos principais objetivos, fortalecer o compromisso político de erradicar a discriminação contra os afrodescendentes e promover uma maior consciência e respeito à sua diversidade e cultura.

fonte: http://www.buala.org/

segunda-feira, 6 de junho de 2011

As grandes obras arquitectónicas do centro histórico da cidade da Praia


Maio é o mês que saúda a memória das grandes obras arquitectónicas do Centro Histórico da Cidade da Praia, algumas das quais ainda bem firmes, apesar de erguidas desde o século XIX.
Eis, nas linhas seguintes, uma breve amostra do conteúdo do meu livro intitulado Urbe, Memória e Crítica da Arte, focalizada no Platô-Praia que será lançado esta sexta-feira, 3, na cidade da Praia.
Uma das primeiras realizações de arquitectura monumental expressiva do estatuto de Cidade, obtido em 1858, foi, efectivamente, o edifício da Câmara Municipal.
A imagem acima tem como fonte os arquivos do Museu de Documentos Especiais do IAHN-CV. Exprime a morfologia do Paço do Concelho depois de ser construído. Ao mesmo reporta Senna Barcellos, corroborando dados constantes de documentos manuscritos da época, tal como foi o caso do Relatório das Obras Públicas da Província de Cabo Verde, referente ao segundo Trimestre de 1859. Na altura, já estava na sua fase terminal.
Faltava-lhe apenas alguns rebocos, pinturas, e a collocação da escada principal, bem como pequenas alterações na distribuição do pavimento superior. Foi destinado, em 1860, após a sua conclusão, para albergar a Câmara Municipal e as audiências judiciais.
Trata-se de uma construção com sobriedade perceptível nas superfícies nuas, e nas linhas horizontais ininterruptas, observáveis, na parte térrea bem como no fino friso, que separa os dois níveis rés-do-chão e andar nobre. A faixa que antecede a cornija, transformada depois do restauro numa fina cinta contribui para quebrar a monotonia da fronte principal, na parte superior do edifício. A bela cornija, a platibanda, a gárgula antropomórfica e os acrotérios nos cantos superiores, reforçam o efeito ornamental, deste belo edifício de estilo neoclássico. Na linha da reflexão de Fernando Afonso Baptista (1992), apreciador deste estilo, esta obra arquitectónica acentua a tendência racionalizadora do espaço e enuncia, ao mesmo tempo, a função de cidade, na época em que foi edificada.
Uma outra obra, das mais antigas da urbe tradicional, é aquela cuja fonte é o Fundo 110, Série B3, Caixa PO-1, acessível no Arquivo Histórico Militar em Lisboa e que em 1872 já tinha a fisionomia adiante destacada. Nessa altura, aparece com a designação de Quartel e Batalhão de Caçadores d'Africa Occidental. Depois é apresentado como Quartel da 1ª Companhia de Polícia Civil e Militar. Hoje é conhecido como Companhia Jaime Mota.
Em 1860, altura em que haviam passados mais de trinta anos, após o início da construção do edifício, tal como refere Ilídio do Amaral, foi desenhada pelo Engenheiro Januário Correia de Almeida, a respectiva planta, correspondente à fisionomia que chegou aos nossos dias. O desenho daquele engenheiro, seguramente, terá seguido o velho edifício, espelhando assim o espírito habitual de remodelação de construções, em muitos edifícios públicos da urbe. Apresenta-se no Extremo-Sul do Centro Histórico da Praia como uma edificação de grande imponência, de discreta beleza e equilíbrio de formas, típicos nas obras neoclássicas. A sua entrada monumental foi concebida em arco de asa de cesto, muito usado na arquitectura clássica, exemplarmente demonstrado, por Edward Lucie-Smith (1990), no seu Dicionário de Termos de Arte. 
Trata-se de um edifício com carácter marcadamente nacionalista, corresponde à estética construtiva Neo-Manuelina, lembrando, no século XIX, a tendência da Arquitectura portuguesa de finais de do século XV, mais concretamente, do tempo de D. Manuel I em Portugal. Este estilo não mascara a estrutura do edifício ao mantê-lo livre de ornamentação desnecessária. As paredes exteriores e interiores são nuas e a decoração concentra-se em determinados elementos estruturais. O friso descontínuo da pequena torre achatada e de forma castelizada e o elemento situado nos cantos da cimalha na parte mais alta da torre em forma de réplicasde casinhas de sentinela, têm apenas finalidade estética. Estes elementos estão presentes na torre de Belém de Lisboa, um belo exemplar manuelino. Aí tinham a função de postos de via.



Em alusão ao antigo Palácio do Governador, outra construção de grande representatividade no Centro Histórico da Praia, importa salientar que as autoridades coloniais da metrópole tinham caucionado os argumentos locais, acerca da necessidade de uma nova residencial oficial para o Governador da Província de Cabo Verde. Tais fundamentos foram realçados no Relatório da Direcção das Obras Publicas da Província de Cabo Verde, datado de 1 de Outubro de 1878, dirigida à Sua Majestade. No mesmo sublinhava-se que o edifício primitivo era impróprio à cathegoria do primeiro funcionário da província e ao crédito e prestigio d'esta capital, aos alhos estrangeiros que visitam com frequência estas paragens. Foi, na sequência, disponibilizada para o Governo Provincial, uma casa alugada para servir de residência oficial. A mesma corresponde ao edifício adiante apresentado.
Apesar de não ser tão nobre, o edifico acima, como aquele que se previu através de uma bela planta para a construção de um edifício de raiz para o fim referenciado, concretizaram-se os desejos locais de uma residência oficial condigna. Segundo António de Paula Brito (1889) se optou pela compra e adaptação de uma das melhores casas da cidade que tinha sido alugada. Estes dados foram reportados no B.O. nº 11/1886. 
Como resultado da elevação de Praia a Cidade em 1858, houve toda uma azáfama construtiva e um visível esforço de urbanização, na Cidade da Praia, que caracterizou toda a segunda metade do século XIX. Nesse empenho incluem-se a melhoria das condições de acostamento e fomento das instalações inerentes à actividade portuária no eixo urbano, provavelmente mais antigo do Centro Histórico da Praia. Referimo-nos à zona costeira, por excelência, o pólo impulsionador dos restantes núcleos urbanos do Platô. Neste eixo urbano foram erigidas construções estratégicas para o progresso económico futuro da urbe. Algumas dessas edificações, com valor histórico-cultural, são apresentadas na literatura consultada, designadamente, em Senna Barcellos, como obras de primeira necessidade, em andamento ou interrompidas por volta de 1858, quando o burgo era elevado a Cidade (B.O. nº 20/1858). Assim, concentraram-se na área litorânea as tradicionais obras arquitectónicas ligadas à actividade portuária, tais como: o edifício da alfândega, o lazareto para os quarentenários vítimas de epidemias que grassavam nos portos de origem dos navios e o farol de iluminação marítima.
O livro a ser dado à estampa (ver página 30) refere outros bens com valor patrimonial existentes no eixo Centro/Norte da parte histórica da Cidade, no período oitocentista e em épocas posteriores, bem como em outros espaços territoriais de Cabo Verde, mas não entra por caminhos da análise da dimensão estética das mesmas, devido à extensão desmedida que teria a obra, remetendo-as para um próximo livro. Mais que um conhecimento sobre essa urbe, é assumido como verdadeiro subsídio para a História da Arquitectura nestas ilhas e uma proposta metodológica para o estudo dos valores arquitectónicos de qualquer conjunto urbano de Cabo Verde, partindo-se do exemplo da Cidade Oitocentista da Praia. Dedica também uma atenção a outros locais de memória representados pelo património edificado em diversos pontos do país.

*Lourenço Gomes nasceu na ilha de S. Nicolau. É doutorado em História e quadro da Uni-CV. 
5-6-2011, 07:22:55
fonte: Expressodasilhas. 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Centro Histórico da Praia em livro

 Esta sexta-feira, 3, vai ser apresentado o livro “Urbe, Memória e Crítica da Arte: Centro Histórico da Praia – Extremo Sul (De 1840 à actualidade)”. O lançamento da obra decorre na Sala do Munícipe e é da autoria de Lourenço Gomes. Este trabalho pretende contribuir para o estudo de outros valores arquitectónicos em Cabo Verde.

Lourenço Gomes, professor e investigador na Uni-CV, lança a obra dedicada ao estudo histórico, urbanístico e arquitectónico do Centro Histórico da Cidade da Praia, procurando, na sua opinião, ser “mais que um conhecimento sobre a urbe em referência”, assumindo-se como “verdadeiro subsídio para a História do Urbanismo e Arquitectura nas ilhas de Cabo Verde”.
Partindo do exemplo da cidade oitocentista da Praia, o autor propõe-se a criar uma proposta metodológica que possa vir a ajudar estudiosos a analisar outros conjuntos urbanos no país.
Esta obra foi editada com a chancela das Edições Uni-CV, contando com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian – Portugal – e da Câmara Municipal da Praia.

fonte: A Semana

 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Fomi 47


Fila di boca abertu
Fila di mo pa ceu
Alma na purgatóriu fomentu
Finadu fincadu
Odju cram
Flam iam
Fomi perta
Menti sujeita
Sol ragatcha
Na corpu ta ratcha
Miragi d’alma
Cruz credu procima
Cu sentencia
Na assistencia
Ossadas saquedu
Quebradu pa muro

Sumara, badiu


Ai badiu, undi qui bu sta
Qui silencio toma conta tchada
Nem um gargalhada
Qui fari um djatu
Nem um bençon
Qui fari respetu
Nem um reça
Qui fari missa
//
Ai badiu, farti sodadi nho
Odju francu, sem falsidadi
Odju bunitu ta spia pa ceu
Odju nocenti, cima 1 de junhu
Odju di curagi, moda raboita di riberão manel
//
Ai badiu, pa undi qui bu bai
Na meiu di sucuru
Na meiu tempu di sperança
Ta viaja na ceu
Ta pisca strela cu mo
Beja lua na boca
Conquista sol cu charmi
Viaja pa mundu cu asa insular
//
Ai badiu, abo é ca icaru
Bu asa é forti
Bu curaçon é tamanhu
Bu sorrisu é grandi
Bu corpu é balenti
Janota moda principi
Abri bu castelu pa tempu
Viaja pa cidadi velha
Pergunta mamai velha
Abo é quenha
Spia pa cidadi
Bu ta tem risposta