sexta-feira, 1 de abril de 2011

Poesia urbana: zumbido do zumbi



Dou por mim no vazio
De angústias, de sonolências
De não poder dormir…
A minha cabeça parte
Os meus olhos reluzem
Focando nas luzes dos prédios e dos veículos
Feixes de luzes cruzam zazzzzzzz….
O bué do tempo que não passa
O bué da escuridão que não liberta
O bué da fome na cidade
Tudo bué…
Tudo puré…
A crise espeta nos iiiiiiiiiiiisssssssss
Palavra louca e malvada…
Malfadada loucura de novos tempos
Loucura da vida que não passa
Do dinheiro que não chega
Do trabalho que não aparece
Tudo bué… tudo bué
Apetece-me mugir
Latir na calada da noite
Uivar como lobisomem
Sumir no asfalto como zumbi
Ah cidade, cidade …
A crise cristaliza o individuo
Tudo cristal, cinza e amorfa
Bué….bué… bué…
O tempo bué que não muda  

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