sábado, 2 de abril de 2011

Poesia urbana: aos solitários anónimos


Quem sou eu?
Sou os homens da vida
As nacionalidades em trânsito
As caras tapadas pelas sombras das cidades
Sou os anónimos do tempo
Os vadios de sempre que lutam
Com as mãos calosas e trémulas
Aqueles que andam no calçadão
Que labutam no alcatrão
De caras pintadas de carvão
Aqueles desterrados dos sonhos legítimos
Sofrem depressões, angústias e ânsias
Aqueles que vagueiam pela route das metrópoles
Folhando os pensamentos
Do eldorado e calvário
As saudades e as vergonhas
Aqueles que se petrificam com a beata na boca
Cujos olhares brilham a metal
Cujas vozes crepitam sons soltos
Sou o desespero dos:
José, Pedro, Maria, ana, Paula, Mohamed, Mamadou, Demitrie, Dialo,
Jesus maria José … vitimas da incúria e da maledicência, do egoísmo …

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