segunda-feira, 14 de março de 2011

São Vicente: Centro Cultural do Mindelo com cara lavada

Primeiro Ministro quer maior contributo da cultura para o desenvolvimento da economia. Empresas culturais terão cinco anos de isenção fiscal.
Cinco meses depois de ter fechado para obras de renovação, o Centro Cultural do Mindelo (CCM) reabriu sexta-feira com cara lavada. A requalificação custou perto de 30 milhões de escudos.
O Primeiro-Ministro, José Maria Neves, e a Ministra da Ciência, Ensino Superior e Cultura, Fernanda Marques, representaram o governo, numa cerimónia com a presença de Isaura Gomes, presidente da Câmara Municipal de São Vicente, que retomou funções, depois de cinco meses com o mandato suspenso. 
Interna e externamente, todas as áreas do CCM foram reformadas, mantendo-se o traçado original do edifício. O principal investimento foi feito no auditório. A sala viu a sua capacidade reforçada - de 199 lugares para 226 - e tem novas cadeiras. Foi mantido o tecto em madeira e o soalho foi substituído por alcatifa.
A reabertura coincidiu com a inauguração de duas exposições fotográficas e contou com actuações de Constantino Cardoso, Voginha, Zizi Vaz, Edson, Bitina Lopes, Jorge Sousa e Ildo Ferreira.
No seu discurso, o chefe de Governo prometeu trabalhar para transformar a cultura num motor da economia nacional. Neves espera que o sector cultural possa ser responsável por três por cento da riqueza gerada no país.
"Temos grandes potencialidades para que Cabo Verde possa ter uma economia para a cultura muito mais desenvolvida", avaliou. José Maria Neves quer que o país tenha uma orquestra e um ballet nacionais.
O Primeiro-Ministro prometeu trabalhar na criação das condições para que os agentes culturais - artistas e empresários - possam desenvolver a sua actividade de forma autónoma, reduzindo a dependência do Estado.
"As empresas que surgirem no domínio cultural terão isenções fiscais nos primeiros cinco anos da sua existência", garantiu.
A presidente da autarquia também discursou, para louvar a "atitude de reconstruir e requalificar o património" e deixar o aviso: "São Vicente precisa de mais espaços".
Fonte: http://www.expressodasilhas.sapo.cv/pt/noticias/detail/id/23602

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