terça-feira, 1 de março de 2011

carnaval; jogos, papeis e o mundo da cultura


Carnaval é a vida, alegria que move multidões numa verve colectiva que se move entre o imaginário e o real. A final de contas o carnaval é a tal fuga das situações da vida quotidiana que acontece uma vez por ano, um artefacto sociocultural com milhares de anos; os foliões procuram imaginar as diversas formas de representar, do onírico a realidade nua e crua. Onde várias tendências no mundo de entretenimento são exploradas; no mundo do cinema, televisão, jogos, etc., as figuras fantásticas encontram espaços no carnaval, com diversas figuras hiper-reais que alimentam o imaginário dos espectadores.
No carnaval os espectadores também fazem parte da festa; são agentes activos nesse jogo social que nada é inocente. Apesar de carnaval se transparece como mero entretenimento, na realidade é uma realidade complexa, inquietante até, nesse embrenhado jogo social. Os investimentos, económico, social e simbólicos nessa verve colectiva não têm nada de neutro, de inocente, são cautelosamente explorados como estratégias de destinação e de afirmação de lugar, de colectividade e do indivíduo.
Muitas cidades são famosas, caso do Rio de Janeiro, Nice, Nova Orleães, Veneza, porque apostam milhares de contos no carnaval. Nessas cidades, o carnaval faz parte de uma indústria que movimenta milhões de euros, com especializações de papéis e tecnologias; cidades com grandes movimentações de turistas. São cidades estratégicas, com vocação para este segmento de entretenimento diferenciador e diferenciáveis; cada qual com a sua identidade em termos de representação.

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