Monumento Revolta Ribeirão Manuel

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Eterno Luis Morais; um artesão cultural - Boas Festas

Boas festas e muita alegria. Nesta época especial era/é tradição tirar boas festas nas casas dos vizinhos; era a sociabilidade à falar alto. As pessoas recebiam os vizinhos e estranhos para comungar os sentimentos e os anseios de um novo ano. Infelizmente as coisas têm acontecido de forma diferente. As casas são vedadas, os vizinhos já não existem como antigamente, e a boas festas acontecem nas memórias de cada um. Luis Morais soube mais do que ninguém eternizar esta tradição popular típicamente cabo-verdiana. Boas Festas para todos nós e que o ano 2011 seja de concretizações e de entre-ajuda.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cultura cabo-verdiana: a crioulização e a oficialização do crioulo

Esta reflexão vem na sequência de vários artigos de opinião, fóruns nas redes sociais, etc., que têm debruçado, apaixonadamente, sobre a temática da oficialização ou não da língua cabo-verdiana. Todas as posições veiculadas caem no lugar-comum: o património de todos nós, a língua materna, etc. No entanto esqueceram-se da dimensão holística da cultura cabo-verdiana espelhada na música e na língua cabo-verdiana como elementos de  desenvolvimento cultural e dialogo intercultural. A conquista planetária da música cabo-verdiana, fruto do fenómeno Cesária Évora e dos seus imigrantes, foi  e é objecto de muitos estudos académicos. No plano da lingua, o interesse é enorme, motivo de muitos estudos académicos. A Lingua cabo-verdiana não é muito falada no mundo, a sua implantação geográfica é muito residual. A par da música, a Lingua tende a  criar comunidades imaginada, geradora de diversas emoções. 

A cultura crioula é uma cultura cruzada e errante que penetra vários lugares e sentidos. O crioulo é sem dúvida um legado dos nossos ancestrais da colonização com grande importância no processo da globalização. Falamos crioulo, pensamos em crioulo, vivemos em crioulo com reflexo na polinização de lugares. É a entidade que nos une, constrói e reconstrói os vários lugares do mundo. A experiência local e da diáspora contribuem para alimentar essa visão, ao ver os vários reflexos da crioulização no enriquecimento da etnopaisagem dos vários lugares do mundo. A sua capacidade polinizadora reflecte-se nas discotecas, nas universidades, nos bairros, nas paisagens sonoras, enfim, na experiência transnacional que envolve novos profissionais da contemporaneidade, os Djs, os músicos, os artistas plasticos, dançarinos, jogadores, etc. Por isso, o seu valor patrimonial é sem dúvida muito importante.
A oficialização da língua cabo-verdiana é um processo em consolidação. No entanto é necessário fazer um trabalho que envolva vários campos disciplinares. Não se pode negligenciar o conhecimento comum, o dia-a-dia que alimenta e apimenta a vida, na língua, na labuta diária; esses constituem stock de conhecimento importante para o enriquecimento de uma cultura. É pena, como sempre, que as coisas tenham sido impostas, sem um debate de fundo envolvendo vários agentes da nossa sociedade. Qualquer processo de negociação colectiva tem que ser equacionada os vários argumentos que envolvem contraditórios e posterior consenso.
Apesar de grandes avanços nos meios de transporte, de comunicação e de informação que apertam as distâncias entre as ilhas, ainda não se conseguiu neutralizar os conflitos regionais que matizam a nossa sociedade há vários anos. O argumento culinário do ex-ministro da cultura com vista a posterior uniformização do crioulo, com a mobilidade sócio-espacial da população das ilhas é um falso argumento. As experiências de outras latitudes mostram que esse processo, para além de perigar as especificidades regionais, irá chocar com as resistências de várias ordens: sociais, psicológicos, politicas e naturais. O que se depreende é mais uma postura hegemónica do variante de Santiago sobre as outras ilhas. O entendimento da generalidade da população cabo-verdiana é de que a oficialização põe em perigo as outras variantes das ilhas e regiões do país. Acredito, mesmo que tal intento teria impacto negativo na riqueza das expressões culturais que tem pautada a nossa literatura e outras criações dos homens das ilhas. A riqueza patrimonial da nossa língua tem a ver com a sua diversidade de expressão, dos variantes regionais, com a sua história e peripécias que moldam o espírito criativo dos homens das ilhas.

Minhas notas de 2009: Que museu para o Campo de Concentração do Tarrafal?

Muito se tem falado e pouco se tem feito para honrar o lugar de memória que é o ex- Campo de Concentração do Tarrafal. Um lugar como todos nós sabemos, sustenta representações negativas, mas que pode adoptar uma imagem positiva se os decisores adoptassem uma postura mais dinâmica e menos autista.
Para este espaço, trouxe uma pequena reflexão do que poderá ser um projecto científico para o Museu de “Resistência” ou de “Liberdade”. Sei que vai haver um Simpósio para obter subsídios para a efectivação do projecto museológico. Uma coisa é certa, o Campo de Concentração do Tarrafal é o património de todos nós. Sem contudo, esquecer as responsabilidades de Portugal, Angola, Guiné-Bissau, etc. Cabo Verde tem o grosso de responsabilidade ao assumir a sua territorialidade como principal factor desse processo. A externalidade positiva desse espaço associado a dinâmica enquanto campo cultural, se for bem estruturada cientificamente, é incontornável.

O Campo prisional do Tarrafal deve seguir a mesma lógica em termos de vocação de outros sítios de memória que se dispersam pelo mundo. Falo dos museus, The Workhouse, Museu de Gulag (único acampamento de trabalho estalinista na Rússia), Museu de Distrito Seis (na África do Sul, reflexo do regime Apartheid), Museu de Guerra da Liberação (Bangladesh), Maison Gives Esclaves (no Senegal), Terezín Brief (na República Checa), etc., enfim, dos vários sítios com uma carga simbólica marcada pela violência. Esses lugares comuns estão ligados através um Web de consciência, ( www.sitesofconscience.org) que dão visibilidade aos programas, conferências, fóruns que debatem os valores da democracia e da liberdade.
A organização transcontinental, União Internacional de Museus dos Sítios Históricos de Consciência visa acima de tudo o respeito pelos valores da humanidade, ao assumir a responsabilidade de se adequar a educação e a cultura como ferramentas fundamentais de entendimento entre as nações. Para isso, a rede desenvolve e tem desenvolvido uma série de programas, tais como interpretação dos lugares históricos, uma politica de tolerância que estimula o diálogo entre os homens, a promoção de valores humanitários e democráticos como funções primárias.
Todos esses valores poderiam ser canalizados para Cabo Verde que tem dado prova de persistência e audácia. A criação de um museu dessa natureza visa contribuir positivamente para a consolidação da democracia quer a nível interno e externo, tendo em conta o papel que Cabo Verde pode desempenhar no contexto africano. O museu afirma-se neste caso, como agente catalisador para a tolerância e a vivência democrática. É um agente eficaz de socialização e um elemento essencial de desenvolvimento da sociedade, pela sua acção no processo de educação permanente dos indivíduos e da sociedade.
O valor cultural, histórico e Patrimonial do ex-Campo de Concentração é incontornável. Para a efectivação de um projecto científico com credibilidade, precisamos de reinventar a nossa maneira de ser. Uma perspectiva de reinvenção cultural que valoriza o património e as pessoas que dele fazem parte.
Artigo publicado no Jornal A Nação em Março de 2009

domingo, 26 de dezembro de 2010

Museu da Resistência e a coligação Internacional dos Lugares de Consciência: a projecção internacional.

O Museu da Resistência (antigo Campo de Concentração do Tarrafal) ganhará a sua projecção internacional se se incluir na sua agenda a coligação com os Lugares de Consciência. Pela carga histórica e natureza do sítio, o Museu da Resistência do Tarrafal só terá a ganhar se desenvolver, no quadro de uma transformação profunda da política cultural e museológica em Cabo Verde e da Lusofonia, com a aderência dos Sítios de Consciência no Mundo.



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Patrimonium.cv: Viagem no tempo

A memória é uma viagem. Viagem pelo subconsciente; viagem pelas ruinas do corpo, do sítio e da cidade. A memória é a materia prima da História; é o silêncio e a persistência de um olhar num foco; é o silêncio que povoa o imaginário e que dá sentido à memória colectiva.
A viagem caleidoscópica remete para o passado, presente e o futuro. Trata-se de um fluxo que penetra, entrecruza...  Um passado feito de violência e alegria. Num simples bater do coração.

A conservação da memória e a política memorialística em Cabo Verde

Cabo Verde é um país de desafios. A sua história, de quinhentos e tal anos, é uma trama policromática que ajuda à compreender o trilhar dos caminhos, a contingência ecológica e os desafios numa sociedade globalizada. Fazer um trabalho de memória é o reencontro do percurso colectivo de um povo capaz de fintar as lamúrias do tempo numa senda vitoriosa para os desafios da nação global.




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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O Museu e o pós-colonialismo: o questionar da Modernidade.

O museu é uma realidade que está em constante mutação. A sua origem confunde-se com a história da humanidade, no que respeita à prática de coleccionismo e a racionalidade que subjaz a sua materialidade. Não se pode separar o surgimento e o desenvolvimento dos museus do colonialismo; ou melhor, as conquistas europeias de novas terras, pessoas e cultura traduziram na criação de espaços enquanto power container (Giddens, 1981).
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Campos de Concentração: a cruzada contra os Direitos Humanos.


O Campo de Concentratação do Tarrafal não foi construido num vazio ideológico. A sua construção foi influenciada pelos movimentos fascistas e nazi que floresceram na época de grande incerteza no Ocidente: crise social e económica, fermentação ideológica de pendor hegemónica, etc. É evidente que não se compara, em termos de processos de assassínio em massa, dos outros Campos Nazi e fascista; o caso do Tarrafal foi mais "suave" comparando com as outras tendências.
O que se pretende reflectir é sobre a violação dos Direitos Humanso e  a tranfomação desse lugar de memória num lugar de reflexão crítica que congrega as diversas tendências ideológicas, de credo e etnicidade.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Proposta dos serviços versus repensar a musealização do sítio.




Tendo em conta a história do fascismo português e a luta da libertação dos Povos Africanos da Língua Oficial Portuguesa, o Museu da Resistência deve ser pensado como projecto supra nacional. Um projecto colectivo para o qual todos devem envidar esforços para edificar, nesse sítio de memória, um espaço de diálogo e de desenvolvimento cultural. É o dever da memória, a dimensão histórica e a causa comum que faz do Campo um espaço de compromisso entre os PALOP, Portugal e o Mundo.
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