domingo, 7 de novembro de 2010

Lugares de memória: monumentos e sítios

Ao longo da história, a Emigração tem sido vista como se de uma fatalidade se tratasse, algo que faz parte integrante de uma certa forma de ser e de estar. A temática da emigração tem sido tratada nas mais diversas ilustrações literárias, iconográficas e musicais. O dilema, “ter de partir” e “ter de ficar” é um exemplo ilustrativo da idiossincrasia dos cabo-verdianos que procuram fintar as amarguras da vida, marcada pela insularidade, pobreza e de querer, para uma vida melhor.
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Localização: cidade da Praia- junto da Aeroporto Internacional

Na época mais recente, a valorização memorial da emigração foi materializada com a construção dos monumentos para honrar as memórias dos emigrantes. É o momento de reconhecimento dos milhares dos emigrantes espalhados pelo mundo.
Construir os monumentos para fins estéticos é melhor não construir. É necessário que as pessoas de Cabo Verde e dos que visitam tenham uma imagem positiva dos emigrantes. Pessoas anónimas, ausentes-presentes, que por razões económicas, políticas, sociais e outras, deixaram o país para a procura de uma vida melhor. A construção de um monumento nunca pode ser alicerçada no vazio. Com vista a socialização dos valores da emigração é importante questionar o seguinte aspecto: qual é o significado e a função social de tais monumentos? Que valores veiculam? Questionamentos que nunca serão satisfeitas, se vermos o monumento como mera figura decorativa da paisagem urbana. Sendo o monumento meio de transmissão da memória é necessário arranjar plataformas dessa transmissão: a escola, a comunidade e o turismo.
São Antão - Porto Novo 

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